a vida não é só isto!

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Terça, Maio 11 2010

o pacote humilde

acabou à pouco mais uma experiência levada a cabo por um grupo de programadores independentes.

estes rapazes, que criaram vários jogos independentes, juntaram-se e criaram uma oferta irresistível, aquilo a que eu poderei chamar, numa tradução muito liberal, o "pacote humilde" The Humble indie Bundle (pay what you want).

ao longo de seis dias, pudemos comprar este conjunto de cinco jogos, pela módica quantia de "o valor que quisermos pagar", que poderia ser 0,1$ ou 10000$,

confesso que eu, que já tinha comprado dois destes jogos, paguei apenas 5$ (o que dá 4€ mais ou menos), pois achei que mesmo assim deveria participar.

fartei-me de escrever via Twitter sobre esta iniciativa, mas honestamente não sei se tive ou não sucesso na divulgação.

agora depois do prazo para a experiência ter chegado ao fim, chegam as famosas estatísticas, mais de 53% dos utilizadores informam usar Windows, 23% Mac e 24% Linux. esta estatística está algo desviada, pois é possível marcar mais do que uma plataforma.

o incrível foi terem conseguido recolher mais de um milhão de dolares, num universo de mais de 100000 participantes.

perto de 33% deste valor será entregue às duas instituições de caridade, EFF e Child's Play. são mais de 300000$ o que é um valor deverasmente fantástico.

a meio deste periodo, outro produtor de jogos independentes resolveu oferecer um dos seus jogos a quem tinha e iria participar nesta acção,

assim, compramos 5 jogos e temos mais um de borla, até parece uma daquelas promoções de supermercado que dá logo para desconfiar.

mas não, é mesmo verdade.

aqui ficam os links para mais informações sobre estes jogos:


World of Goo (o meu nome consta dos créditos da versão Linux, beta tester)


Aquaria (fiz parte da open-beta para a versão Linux)


Gish


Lugaru HD


Penumbra Overture


e o jogo oferta Samorost 2

e o melhor de tudo é que ainda podem participar nesta iniciativa, pois os jogos continuam disponíveis pelo preço que voces quiserem.

Segunda, Maio 10 2010

o mundo pára esta semana

amanhã chega o chefe dos pedófilos e ontem os tipos de benfica passaram a achar-se os máióres.

e portanto Portugal está essencialmente num estado eufórico incompreensível.

como diz o meu colega Pedro, a crise acabou.

mas na verdade, ela está aí, bem presente, não se deixem enganar.

o pior mesmo será o tal gajo a que chamam Papa (deve ser por gostar de comer meninos ao pequeno almoço), esse sim irá andar a parar cidades pelo país.

e o país, esse sim, um "Estado Laico" vai montar a maior operação de segurança à volta da visita do tal chefe, não para proteger o gajo, mas sim para evitar que a estupidez popular sofra danos de maior.


se este post vos parece mais caustico do que o habitual, estão certos. fico indeciso sobre qual dos assuntos me irrita mais, futebol ou religião.

fica portanto safa a política, mas é mesmo só desta vez

Quinta, Abril 29 2010

why I'm not a developer

this may be an incomplete statement, so bear with me on this one.

as it can be seen in the frontpage for the rt2x00 wireless driver project, our driver has been added to the kernel back in January 2008, with the 2.6.24 release.

I've been part of the project since 2004, contributing with typo fixes, minor code corrections and mostly with administrativia.

don't get me wrong, I can code in several languages, Pascal being the one where I'm most proficient and VBScript / asp classic, by force of my day job.

C is kinda scary most of the time, specially when you must mess with the crappy Windows API's.

I can edit, copy & paste code, fixing stuff here and there, but I'm unable so far to create a large C project from scratch.

that being said, you must now be getting where the post title affirmation came from... moving on...


in the last 8 months or so, I've been doing mostly code, implementing some of the strangest solutions to problems that I could come up with. I even wrote a whole client-server API to help me cope with project needs.

but now I see that my idea of the need for an API wasn't so bad after all. it did help me a lot on understanding that using some degree of standardization with my transactions, it could be well extended to fit even other needs.

more, it was so well 'designed' that it now has it's own versioning scheme as well as provisions were made for preventing obsolete versions to continue work.

but enough of this, this is classified stuff and I already talked way too much about it.


this project has been fun to do for a variety of reasons: first, it was my design from scratch second, it was made for work, so others could benefit from it third, the end result (facilitate use) justifies the time spent fourth, it was made on company time, for the company's exclusive use


but alas, my heart is all about open source.

unfortunately, there are very little job opportunities for IT admins/developers, working with open source solutions here in Portugal. and the job market currently sucks, so actually it's not at all the time to go and be stupid.

so, for me at this point open source won't put money in my pockets for the next few years which is a big bummer.


all of my personal and private projects so far are incomplete, and that is valid even for stuff that doesn't include software.

it's all of the hardware, bicycle improvements, house repairs, tons of other stuff.

let's just say that for some crap, I've got the attention span of a 5 year old, and I'm almost 40 years after that :)


so, having read this, can you say I'm a developer?

EDIT

the whole point of this post was that, although I did write some software related things (which qualifies me as a developer), I rarely finish stuff.

therefore I'm half way through being a true developer, one that actually finishes stuff, thus getting the whole job done.

Terça, Abril 27 2010

greve

parece que hoje voltou a surgir um dos fantasmas do passado, as famosas greves gerais.

num altura em que o mercado de emprego está grandemente conturbado, a economia essencialmente na merda, esta gente incita à greve???

mas que raio, já não tinhamos evoluido para lá disso?

mas quem sou eu para dizer o que as pessoas devem ou não fazer, não sou ninguém claro! não fico com 1% do salário de ninguém, nem 'defendo' ninguém em caso de litigio. ou seja, não sou um sindicato. não os condeno, mas também não os defendo.

mas tenho direito à minha opinião, do que tenho visto dos sindicatos, aquilo é normalmente uma rua de sentido único, o dinheiro sai do bolso do trabalhador, com mesmo muito pouco retorno.

na fábrica que já fechou (Indelma / Alcoa Fujikora Portugal), o sindicato 'defendeu' (chulou) os trabalhadores até ao dia em que a fábrica anunciou que iria fechar as portas e mover a produção para um país de leste. pouco tempo depois o sindicato agarrou nos papéis e pirou-se. mas que grande defesa aos trabalhadores, não acham?

voltando ao assunto em mãos, é minha opinião que estas grevezitas só chateiam mesmo o povo, pois as empresas estão-se bem a borrifar com estas acções e no limite podem até avançar com algumas acções de retaliação com a extinção de alguns postos de trabalho. sei que este procedimento é meio ilegal, mas com as avaliações, reclamações e outros métodos de aferir os funcionários, decerto que se arranja maneira de 'correr com alguns'.

quero ver se arranjam tomates para paralisar o país durante 3 dias, como fizeram nos anos 80 do século passado. e lembrem-se que nessa altura havia graveto, vinha às pazadas da CEE.

por isso adiram à greve, é bom para a vossa carreira

Quinta, Abril 22 2010

publicidade

pois...

às vezes esta praga é mesmo necessária...

podem aceder ao meu novo blog de culinária, e cujo tema é: dose para um

Sexta, Abril 9 2010

dose para um

neste momento nos Estados Unidos, o famoso "chef" Jamie Oliver está a promover uma campanha para motivar as pessoas a voltarem a cozinhar como deve ser.

os programas não estão disponíveis por cá, mas com um pequeno esforço, eles 'aparecem'.

e hoje no caminho para casa, vim a pensar que há um pequeno nicho de mercado para todos aqueles que, por viverem sózinhos têem pouca ou nenhuma motivação para cozinhar. estas pessoas ou perderam o gosto por cozinhar, ou por e simplesmente não sabem cozinhar.

a inspiração do Jamie vai provavelmente lever-me a criar um novo blog, com "receitas para um", com doses pequenas o suficiente para não convidarem mais ninguém, mas com quantidade suficiente para comer 'só mais um bocadinho'.

e com um pouco de sorte, se as doses forem duplicadas, talvez a coisa resulte, umas vezes dá outras não e infelizmente é difícil conseguir dizer.

se o chegar a criar, as receitas serão mostradas da forma mais simples que eu conseguir e sem os 'atalhos irritantes' que todas as receitas costumam ter. (conheço alguém que tem um amigo que tem dificuldades extremas a interpretar o famoso 'q.b.' ou seja, "quanto baste").

vamos a ver o que é que o futuro nos(vos) revela.

Segunda, Abril 5 2010

business models and ecosystems

I sometimes wonder why so many people would just buy any new gadgets from a particular brand/manufacturer.

it is really, really strange. as an example i give you the latest thing from Apple, some sort of crippled tablet. it seems it doesn't work as a computer, (although it has a virtual keyboard) and it also doesn't allow you to make voice calls (but there's a 3G modem inside).

what will make this a great product, you ask?

the answer is easy, CONTROL, that is all it takes to make a great product.

if you can make sure you control the whole ecosystem, and by ecosystem I mean hardware and software, assure that everything that runs in it is of not great but excelent quality, you can really excel.


let me put this in another way, another context:

did you ever wonder why those apple notebooks have so much battery life? amongst other things you can be sure that is you can develop the hardware and the software in sync, you can have huge battery savings.

you would hardly get this kind of seamlessness with the other two "rival" operating systems, linux and windows.

and with linux it is even more difficult to support all those crappy devices "made for windows", the manufacturers provide no documentation and show no will to make them better with anything but windows.


getting back to Apple, people bitch about the apps being pulled from the app store with no apparent reason. my opinion is simple, much ado about nothing. whoever writes an app as an experiment, "Zits & Giggles" as an example, cannot expect the app to be around for much longer. make a quick search about this app to know what I'm talking about.


so, the conclusion is: your device will only be as good as the good quality of the available applications, so far only Apple has proven to know exactly what it is good for the customer, the role generally known as "benevolent dictator" :)

Quinta, Abril 1 2010

gente boa

antes de começar, fica uma nota: era suposto que houvesse um post sobre as coisas boas do Egipto, certo?

paciencia, não vai haver. não depois deste novo período de férias no país da gente boa

Cabo Verde, Boavista

uma semana de descanso absoluto, em que a frase mais ouvida entre nós foi 'isto é mesmo tal e qual como no Egipto'.

certo, é mesmo só não tem nada a ver.

o clima não é muito diferente, pois o vento chateia um pouquito mais. as ilhas de Cabo Verde estão bastante mais a sul do que o Egipto, mas a grande diferença é mesmo o povo.

ahhh, gente boa!

é a minha segunda vez neste país e vou voltar, desta vez no mês de Outubro, pois parece que é a melhor altura do ano para visitar.

a ilha é largamente despovoada e tem a maior faixa de praias de Cabo Verde.

passámos uma excelente semana, a comida, o ambiente, as pessoas, foi tudo do melhor.

recomendo vivamente..

p.s. o Egipto só serve mesmo para quem gosta de ser mal servido, ver assédio sexual ao sexo feminino e que goste de monumentos.

Quinta, Março 18 2010

traídos pela tecnologia

hoje de manhã, tivemos um acordar diferente...

...sem despertadores

por alguma razão, nenhum dos nossos despertadores, ambos telemóveis, se dignou a avisar-nos que estava na hora.

será dos ventos solares?

Segunda, Março 1 2010

could or cloudy

some time ago someone brought to my attention the growing availability of the new so-called cloud services.

I found that statement funny (to say the least), because both of us were GMail users for quite a while. I went on explaining that GMail is in fact a cloud application with all the intended features, high-availability, ease of use, no scaling issues and above all, it's free!

but his question was another, it meant on how we can easily create a web application and deploy it for free, and not caring wether the server will cope with high usage. I then went off for a while and tried to find some more information.

Amazon has the EC2 service (Elastic Cloud 2), but you pay for the service and for the used bandwidth. since that was not the intended stuff, I went on.

Google has the AppEngine, a free for low usage service (quota based), in which you have an API to access a wide range of features provided by the service, which also include database access. for me the only 'problem' it poses is that ir requires that you write your application in either Python or Java, languages that I personally don't master at all.

but all these services, however great, leave me with a bitter taste in my mouth, should we really depend that much on other providers? well, the answer is really: yes and no!

the server that hosts this website cost about 30€ per year, while the Google solution would be free. alas, I have other stuff in here, besides the blogs, which I couldn't have with Google. but what I can do is create an application that has bits in the cloud, like the Wolfire guys use for the main website.

getting back to this post title, should we rely on cloud services or do they really seem as couldy as they do to me?

your feedback is appreciated

Terça, Fevereiro 23 2010

um país pouco desenvolvido

Egipto,

um dia o centro do mundo, fonte de inúmeros monumentos aos mais variados deuses e faraós, mas agora reduzido a um país indescritivelmente porco, imundo e com um povo oprimido pela religião e em que apenas os monumentos e o clima ameno conseguem atrair turistas.

durante séculos, a civilização egípcia antiga reinou nestes vales e planicies, banhadas pelo rio Nilo, fonte de vida e de desolação com as cheias.

mas agora, pouco resta desses tempos majestosos.

e o que resta, está a ser explorado intensivamente como se agricultura fosse, e em que os próprios guias estão treinados para que os visitantes não tenham tempo suficiente para analisar pormenores.

no vale dos reis por exemplo, já não é possível fotografar nada, há inclusivamente avisos de multas e apreensão de equipamento para quem tente passar ao lado destas restrições idiotas.

o povo em si, acima de sessenta por cento é muçulmano, e como tal, oprimido pela sua religião. não que eu os condene por tal, mas apenas porque provoca nos homens um comportamento inaceitável.

o assédio e a marcação cerrada que fazem a todas as mulheres é de uma indiscrição tal que só nos apetece mete-los num sitio onde eles nunca mais saiam. isto porque não é permitido às mulheres que andem descobertas fora de casa. aliás, até sei que neste país tanto a mulher como os filhos são propriedade do homem.

não fiquem assim tão admirados, é mesmo verdade, eu vi um passaporte de um nativo. além da foto dele, tem espaço das páginas seguintes para os dados da mulher (será apenas da principal?) e para os filhos (embora aqui o espaço seja limitado se forem mais que três).

por esta e por outras razões é que digo que o país não é civilizado e é mesmo verdade.

e para já fico por aqui, sendo que há muito a dizer a favor do Egipto como país, em futuros posts talvez escreverei de forma mais positiva, já que o calor que por lá se sente já me está a fazer ter saudades de lá estar...

Quarta, Fevereiro 10 2010

o fim dos doze centimetros

falo do já defunto suporte de dados digitais, inicialmente o cd, depois o dvd e mais recentemente o blu-ray.

todos estes suportes foram tornados obsoletos por essa coisa horrível que se chama internet.

quem é que nos dias de hoje compra um cd de música, com doze faixas em que só se aproveitam duas, e isto numa banda conhecida, porque nas outras só costuma ser uma.

contra está o preço exorbitante e todo o esforço que é feito para nos impedirem de ouvir a música que comprámos em todos os locais e dispositivos que quisermos.
no meu caso, que tenho todos os albums de estudio dos Massive Attack, e em que o último já não consegui ouvir dado o formato proprietário que a editora usou, já não planeio comprar o novo Heligoland.

não é que tenha deixado de gostar dos Massive, mas apenas porque deixei de acreditar que as bandas ganham dinheiro com a venda de cd, dvd e afins. onde as bandas ganham mesmo dinheiro é com os concertos ao vivo, e se a próxima visita deles cá ocorrer numa data que eu possa ir, pois terei todo o gosto em pagar.


a musica pode e deve ser ouvida em formato digital, e em qualquer suporte que nos convenha, seja ele leitor portatil, no carro, no telemovel, no computador, na televisão, em fim, em todo o lado, sem restrições estúpidas e obsoletas.

como analogia dou-vos o livro, eu posso comprar, ler emprestar, vender oferecer, sem que para tal eu esteja restrito por nada realmente relevante (posso sempre fotocopiar o livro, mas não é nada prático).

se o escritor assim quiser, esse mesmo livro pode estar disponível de forma gratuita na Internet, como é o caso de todos os livros escritos pelo Cory Doctorow, dos quais já li o Little Brother em formato digital, tendo depois comprado o livro.

por que raio é que a (pseudo) indústria discográfica (termo deverasmente arcaico) nos tenta impingir porcaria? expliquem-me!

quando aos filmes em dvd e blu-ray, enfim, há sempre mercado, mas terá que haver forma de os comprarmos em formato digital (melhor qualidade) e de os conseguirmos ver em todos os dispositivos que nos apeteça, SEM RESTRIÇÕES.


sinto que discordarão de mim, mas esta é a minha muito modesta opinião.

Domingo, Fevereiro 7 2010

aquaria

finalmente acabei o fascinante jogo independente Aquaria.

segundo a contagem presente no slot para gravação do jogo, consegui acabar o mesmo em pouco mais de treze horas.

mas confesso que, a caminho dos meus quarenta e cinco, já não tenho muita paciência nem os reflexos certos para conseguir concluir o jogo usando as regras. como tenho andado a ler código fonte escrito em Lua, aproveitei os meus conhecimentos para facilitar a minha progressão pelo jogo.

também ajudou o facto do jogo ter o código quase todo escrito de forma aberta e legível.

de qualquer forma, jogar este jogo, concebido por uma equipa com menos de dez pessoas foi puro prazer.

e em muitos outros que custam 'n' vezes mais, é raro obter o mesmo nível de satisfação.

Segunda, Fevereiro 1 2010

duas rodas

não escondo que nos últimos 4 anos, mais coisa menos coisa, tenho tido o prazer de circular de-e-para o trabalho em duas rodas.

durante três anos andei numa scooter 50cc, a minha querida Aprilia Rally 50

Rally50-1

e muitos quilómetros fiz com ela, viagens épicas de mais de uma hora, sempre com uma velocidade média inferior a 40km/h.

e esta minha primeira paixão serviu o seu propósito, perceber se de facto as duas rodas eram ou não uma hipotese para mim, já que sempre me considerei demasiado inconsciente para "andar de mota". de facto esperei por fazer quarenta anos para me atirar à descoberta.

não me arrependo, nem durante um segundo.

nem sequer a primeira queda que dei, na Av. dos Bons Amigos, há dois anos atrás, e em que felizmente ninguém ficou ferido, nem mesmo eu. e as outras três vezes que a mota se amandou para o chão, foi porque ela quis :).

nada de mais.

e depois da vermelha, veio a preta, e preta por escolha e não porque tinha que ser.

das cores possíveis para a nova mota, oscilavam entre o cinza e o preto, e acabei por escolher o preto, que acaba por ser uma escolha estranha, já que eu sempre disse que preto não era uma das minhas cores preferidas. mas depois de ter um carro preto, de ter adoptado outro carro também preto, a escolha acabou por ser para o preto e por catálogo :)

esta foto já é de Novembro de 2009 e neste momento, já conta com mais de 5800kms no conta-quilómetros.

aqui fica um pedacinho da minha linda:

xmax250-001

p.s., disseram-me que finalmente sou um motard a sério, não só pela categoria A, mas sim por andar de mota TODOS OS DIAS.

Domingo, Janeiro 31 2010

religiões

aproveito o último dia do mês para apresentar mais uma reflexão.

começo-a sem ter uma ideia definida da totalidade do texto que vos proponho a ler.

há algumas semanas atrás acabei de ler com satisfação o livro mais recente do José Rodrigues dos Santos, Fúria Divina. achei fascinante a forma de como o autor descreve detalhadamente muitos dos ensinamentos do Corão.

de facto além de uma história bem contada, finalmente percebo a motivação e as razões que governam toda a cultura muçulmana. e fico particularmente chocado por perceber que solução para o adultério é a lapidação, que as mulheres na entrada da puberdade têem que passar a sair à rua vestidas de cabeça aos pés.

mas a realidade é que todas estas "restrições" ou "ensinamentos" estão escritos no Corão.

apresentei a cultura muçulmana como um dos exemplos dos erros da nossa civilização ao longo dos anos, na realidade desde o inicio dos tempos.

o problema da grande maioria das religiões está na intrepretação dos documentos antigos, sempre sujeita aos caprichos de quem governa.
alguns exemplos das coisas boas dos documentos históricos, sabem qual a razão porque os fiéis devem lavar as mãos e pés antes de entrar no templo? e porque razão também é proibida a ingestão de carne de porco?

para compreender temos que recuar mil e quatrocentos anos no passado e compreender que as condições de vida no médio oriente* não eram as melhores. ao obrigar os fiéis a uma higiene cuidadosa, pelo menos uma vez por dia, o profeta conseguia assim minorar os problemas causados pela falta de higiene. quanto ao porco, todos sabemos que a carne necessita de ser bem cozinhada e devemos ter um cuidado redobrado na sua confecção. penso que naquela altura deveria ser mais fácil proibir o consumo do que garantir que as condições melhorassem. (* e não só, nesta altura na Europa a nossa civilização era muito,mas mesmo muito porca e suja )

mas infelizmente são sempre apresentados e realçados todos os aspectos negativos de qualquer tipo de religião, que não seja a de quem está a apresentar a questão.

dizer mal de "outras" religiões é facil, demasiado fácil. eu por exemplo, que estou entre os ateus e os agnósticos, posso facilmente dizer bem ou mal de todo o tipo de religiões que eu queira. mas escolho não o fazer, limito-me a comentar.

uma das mais aceites é a católica (de qualquer tipo de forma), mas esquecemos toda a idade média (the Dark Ages), com a infiltração da igreja nos assuntos de estado, com a perseguição doentia por 'evangelizar' outros ideais e apesar de tudo pela estupidez sarcástica da inquisição. destas coisas é que a igreja não se orgulha, nem destas nem de todas as missões feitas por Africa fora, em que a verdadeira missão era acabar com os rituais pagãos e não de ajudar as populações locais.

infelizmente pouco conheço as religiões orientais, tais como o budismo, mas do que eu entendo são religiões que toleram a presença de outras e sem que as mesmas sejam motivo de qualquer tipo de ameaça.

o que me leva de volta ao inicio e à "jihad", a guerra santa. sei agora que o Corão diz que todo o muçulmano deve lutar até à morte contra todos os que não partilham da mesma fé. mas esta é uma das inúmeras interpretações dos textos originais.

o passado guarda na memória todas as confrontações, todo o ódio e toda a guerra gerados à volta de Jerusalém.

que o passado seja uma janela de como queremos que o futuro seja e que não digam que existe uma religião melhor do que outra, pois para mim todas são iguais e a grande maioria só quer uma coisa, poder.

Terça, Janeiro 19 2010

life: ups, downs and the community OR a friend in need

a good online friend of mine had a fire in his house a couple of days ago, rendering it completely unusable.

Shawn Powers is one of the Associate Editors of a magazine I subscribe, Linux Journal .

while they were at the church, the fire swept in and did what it does best, consumed everything, including the pet animals that were locked inside.

this is the down side of life, all you had, gone up in smoke. Shawn however says that it is just "stuff" and can be rebuilt or bought again. however the pets are permanently gone.

the up side is the community. while we Europeans have a pretty good sense of helping each other, the guys in North America, specially in the remote areas, where Shawn lives, Indian River, Michigan, are even better in helping out.

so, what is the purpose of this email?

raise your awareness for this friend in need and ask you to donate as little or as much as possibly can here @ ChipIn.

you can reach Shawn here: Facebook Personal Blog Natuba (for pictures) Twitter

again, if you can help out!

signed, Luis Correia, a friend

Segunda, Janeiro 18 2010

um filme a evitar

ontem tive a triste ideia de ver um filme que me tinha arranjado e para o qual me tinham dado grandes espectativas. ou assim foi o que percebi, um filme que estava na berra, ou que muitos já tinham considerado, um filme a não perder.

pois bem, na minha muito modesta opinião, o "Where The Wild Things Are", é um filme completamente dispensável.

qual é o interesse de ver um miudo, talvez normal, mas com fortes indícios de problemas emocionais, passar mais de uma hora a destruir coisas e instigar outros a fazer o mesmo, mas essencialmente fazer tudo o que possívelmente há de errado?

é que nem as criaturas que vemos inspiram qualquer tipo de empatia entre nós, é tudo estranho.

como diz o título, um filme a evitar

Sábado, Janeiro 9 2010

a vida, inicio, meio e fim

há coisas muito estranhas neste mundo.

todos os dias lemos noticias muito estranhas, pai que mata o filho, mãe que afoga o filho, homem que se lança de uma ponte, mulher que se atira para a linha do comboio.

tudo isto parecem ser histórias sureais, mas o mais estranho é que a realidade é muito mais estranha do que a ficção. muito mais mesmo.

ontem, ao chegar a casa, deparo-me com um aparato estranho no prédio em frente. confesso que não liguei muito ao caso, dado que me parecia apenas que teria havido um incêndio com algum volume e algum impacto.

o que eu não sabia era que uma senhora tinha decidido suicidar-se no seu quarto, provocando um incêndio.

a presença da ambulância e da polícia ficou estranhamente explicada.

como será que alguém decide por termo à vida?

estará farta da vida que leva, será que não tem ideais a seguir, será que não tem projectos de vida, nada por quem viver?

e então os filhos?

não compreendo de todo, lamento.

Quarta, Janeiro 6 2010

vendor lock-in

vendor lock-in in not a phrase you usually associate with Google, right?

well, you're half-right, half-wrong... let me explain in a moment, bear with me.

(btw, this will be a though post to write, as you know, English is not my native tongue)

while you get some courage to read the rest of this post, here's an exercise for you, get me an email account from say... Gmail web support team.

Google has built a very big company around a simple idea, first create a search service that started to crawl the Internet, gathering info, while providing it a free service to all. then, after a lot of data has been collected, they started to monetise the search results, along with text ads.

but seriously, what's running behind all this technology? it's no secret, Google runs on Linux, but not any Linux, it's their own interpretation of what a Linux distribution should be. to be fair and honest they modify the kernel and other components to suit their own needs. they have scalability issues, shared load and some other related stuff, when you run what is now called a "cloud service computing".

that in it self is not really bad, hundreds of companies allready modify GPL'd stuff all the time, problem is when the changes aren't given back to the community, that is called along other things a GPL violation.

while Google doesn't do exactly that per-se, it does some very strange mumbo jumbo.


now make a quick introspection, imagine life without Google and its services, I'll give you ten minutes...


see how hard life would be?

you got used to have a faster better email service with GMail then you have with hotmail or yahoo, so you got hooked.

you got used to read, process and share all your documents with Google Docs, so you got hooked.

you search for anything with Google, Bing or Yahoo, but somehow, it sucks less with Google, so you got hooked.

so you are essentially hooked with Google. while not really a lock-in, you are tied-in to a range of services, that while free, makes you depend on them for almost everything. and they keep expanding to other areas, like the so-hyped Nexus One.

and to finish Cylon style, remember this: They Have a Plan!

p.s. and I bet you couldn't find any email contact from the gmail web support team, I guess there isn't any since it is all run by little green elfs...

Quarta, Dezembro 30 2009

no fim do ano e no inicio do novo

já faz algum tempo que não escrevo, confesso, é calãzisse pura, nada de mais.

aproveito um pequeno interregno para divagar, pensar, reflectir e dizer disparates sobre o ano que se passou, tudo no meu humilde ponto de vista. sem dividir o ano entre coisas boas e coisas más, vou saltando entre os assuntos usando o + para as coisas mais positivas e o óbvio - para as piorzinhas.

tal como em muitos anteriores, este ano teve de tudo, um pouco pelo lado mais pessimista, com a crise a afectar práticamente todos nós, como a habitual especulação no preço dos combustíveis-, por outro lado a baixar os juros exorbitantes da banca, no que diz respeito aos empréstimos para a habitação+, mas sem esquecer o inevitavel problema dos bancos quererem sacar- tudo e a todos e de qualquer forma sem nexo nenhum.

no ponto de vista mais pessoal, consegui neste ano a tão esperada certificação ao nível do secundário, o tão famoso e longinquo +12º+ano.

tive também a oportunidade de conseguir ter uma experiência de férias pelo nosso tão esquecido Alentejo, em que por lá andei umas três semanas, visitando inúmeras povoações e monumentos. um pequeno à parte que é extremamente relevante, ao contrário do que nos fazem querer acreditar, o nosso Alentejo profundo está muito bem tratado, com os campos cultivados, bem arranjados e no geral com uma manutenção bem cuidada. o contraste com o que vejo pelas Beiras é notório, enquanto que no Alentejo está tudo com muito bom aspecto, pelas Beiras nota-se bem o abandono, não admira portanto que as Beiras ardam bem mais vezes do que no sul.

no trabalho, é basicamente mais um ano de merda, cada vez estamos mais politizados e com comportamentos desviantes cada vez mais dos objectivos. a palhaçada das certificações é um desses exemplos. penso que neste momento já somos certificados numa data de ISO's e afins, mas com quase todas as pessoas que falo, nada mudou no que se vai fazendo no dia a dia. a certificação está apenas e só no papel. e quando são confrontados com a falta notória de mudança, ou encolhem os ombros ou riem-se.

o capítulo da formação nem merece mais tempo de antena do que este.

um projecto em que estive empenhado uns bons dois meses foi o da famosa ep baseada em windows sete. um projecto interessante, mas em que as minhas chefias se mostraram pouco ou nada interessados em saber pormenores. se nem respondem aos emails daquilo que interessa, também não vão responder no que diz respeito ao nosso negócio. mas sabem ser arrogantes, isso temos que reconhecer.

ao nível dos projectos pessoais este ano tive algumas coisas interessantes, fiz um jogo da treta, que mesmo assim teve um impacto interessante no número de acessos ao meu site, digamos que foi giro.

para o ano que se avizinha, a pouco mais de vinte e quatro horas, espero apenas que tudo melhore, nada mais.

espero arranjar coragem para me inscrever na faculdade para iniciar a famigerada licenciatura em Engenharia Informática que será muito provavelmente aqui: Universidade Lusófona.

embora ainda seja um pouco cedo, tenho até Março para me preparar psicologicamente para tal.

mais haverá certamente para falar, mas neste momento, já nada me ocorre.

despeço-me deste ano com alguma tristeza, por melhores dias espero!

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